Às vezes, a gente acredita que não saiu do lugar.
Olha para a própria vida, compara com quem parece estar "dando certo" na internet e pensa: "Eu ainda não cheguei lá."
Eu também me sinto assim, às vezes.
A Zuanon acabou de completar pouco mais de um ano de existência. E, por muito tempo, eu achei que ela ainda não tinha crescido. Afinal, eu ainda não vivo aquele sonho de ver a empresa faturando alto ou conquistando tudo o que imagino para ela.
Mas, quando parei para olhar com mais carinho, percebi que estava medindo o crescimento do jeito errado.
Nesse primeiro ano, a Zuanon saiu da minha cabeça e ganhou vida. Ela foi exposta em um shopping, participou de eventos, conquistou clientes, esgotou estoques de produtos e, o mais importante, me proporcionou uma experiência que dinheiro nenhum compra: ver pessoas sorrindo ao conhecer algo que eu mesma criei.
Vi gente curiosa, fazendo perguntas, elogiando, querendo levar um pedacinho da Zuanon para casa. E isso é crescimento.
A marca também cresceu junto comigo. Ela começou com produtos voltados ao universo antiproibicionista, um tema que faz parte das minhas convicções e da minha história. Depois, encontrou um novo caminho quando decidi criar um produto inspirado em outra paixão: ser fã.
Tudo começou com um chaveiro inspirado em Michael Jackson. Fiz um para mim e gostei tanto do resultado que pensei: por que não levar esse sentimento para outras pessoas? Foi assim que a Zuanon começou a conversar também com o universo dos fandoms. Descobri uma comunidade apaixonada, criativa e cheia de histórias, e hoje tenho a alegria de criar produtos que ajudam outras pessoas a demonstrarem o carinho pelos seus artistas favoritos.
Enquanto a empresa crescia, eu também crescia.
Busquei acompanhamento no Sebrae, aprendi com quem entende de empreendedorismo e estou concluindo a graduação em Gestão Empresarial em uma faculdade pública. Cada aula, cada orientação, cada erro e cada acerto ajudaram a construir a empreendedora que estou me tornando.
Talvez o crescimento não seja sempre barulhento.
Talvez ele aconteça quando ninguém está olhando. Em uma ideia que dá certo. Em um cliente que volta. Em uma caixa de estoque que precisa ser reposta. Em um elogio sincero. Em uma oportunidade que aparece depois de muitos "nãos".
A gente costuma celebrar apenas os grandes marcos. Mas são os pequenos passos, repetidos todos os dias, que constroem uma história.
Hoje, quando olho para a Zuanon, percebo que ela ainda tem um longo caminho pela frente. Ainda existem muitos sonhos para realizar. Mas também percebo que ela já percorreu uma estrada que, há um ano, parecia impossível.
E talvez seja esse o verdadeiro crescimento: aquele que acontece aos poucos, em silêncio, até o dia em que você olha para trás e percebe que já não é mais a mesma pessoa de quando começou.
